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A inspiração por detrás do design da Nevoazul

Ines Pinto

À esquerda: "Através do vidro Azul" uma entrevista com a youtuber Aileen Xu

À direita: Instalação do arquitecto Souto Moura para a Bienal de Arquitectura de Veneza em 2012

À esquerda: Páginas do artigo "A beleza imperfeita de um prato partido" 

À direita: Uma cerâmica restaurada com ouro utilizando a técnica ancestral japonesa do Kintsugi.

À esquerda: Páginas de apresentação do artigo sobre a efemeridade nas redes sociais.

À direita: O logótipo do Snapchat

À esquerda: Excerto do livro Caderno Afegão da Alexandra Lucas Coelho com ilustração do Pedro Oliveira.

À direita: Fotografia de Alexandra Lucas Coelho durante a sua estadia em Kabul

Jose Mujica fala sobre o consumismo, a vida e a felicidade

Ines Pinto

"Desde que inventámos a sociedade de consumo, a economia deve crescer constantemente. Se o seu crescimento falhar é uma tragédia. Inventámos uma montanha de necessidades supérfluas. Comprar o novo e descartar o velho. Isso é desperdiçar as nossas vidas! Quando eu compro algo, quando tu compras algo, não estás a pagar dinheiro por isso. Estás a pagar com horas da tua vida". Jose Mujica

 

Natureza, fotografia e vida selvagem

Ines Pinto

O verão é calor, mar e sol. Praias cheias, biquínis na areia. Mas os velhos hábitos custam a passar e nós continuamos a preferir a calma do campo, a grandeza das montanhas e os programas da WILDLIFE PORTUGAL, que nos permitem passar os dias a fotografar, passear e a admirar o mundo natural em todo o seu esplendor.

A WILDLIFE PORTUGAL permite-nos criar um elo com a natureza e com os animais que a habitam, através do desenvolvimento de atividades no âmbito do turismo de natureza e da fotografia da vida selvagem na Rede Nacional de Áreas Protegidas, nomeadamente nos parques naturais da Serra da Estrela, Douro Internacional, Tejo Internacional, entre outras. Algumas das atividades propostas incluem a observação de aves, os percursos pedestres e a fotografia de vida selvagem - nomeadamente recorrendo a abrigos fotográficos instalados na Reserva da Faia Brava.

A WILDLIFE PORTUGAL possui o certificado de Turismo de Natureza e conta ainda com o suporte e apoio do Rewilding Europe - uma fundação europeia cuja missão é a de criar mais espaços para a vida selvagem e promover o Turismo de Natureza.

Cada passeio é um apelo à beleza da natureza e uma oportunidade para conhecer a vida selvagem no seu ambiente natural.

http://wildlifeportugal.pt/

 

Este quente mês de Agosto

Ines Pinto

O cheiro das tintas, do azul no papel, das máquinas que não param. As folhas soltas, os testes de cor, os erros que se escondem. Aquilo que eu li, o que tu entendeste, o que ele viu. Re-ler e rever. Re-escrever e compor. Assim foi este mês. O Agosto quente, os pés em água doce, a cabeça em roda. Noites longas, dias sem fim. Andar para trás e para a frente. Ir ao norte, correr para sul. E no fim a paz, em forma de papel. Seis meses em 120 páginas. Uma revista cheia, duas almas descansadas.

Nevoazul - Nº1

Ines Pinto

Numa cultura motivada pelo consumismo e pela memória, o primeiro número da NEVOAZUL reflete sobre as vantagens de aceitarmos a impermanência como catalisadora de uma vida mais simples e significativa.

Eis o que vais encontrar no primeiro número: 

- O Albert Einstein era um minimalista? Um artigo de Sam Lustgarten do blog Frugaling,

- Um artigo sobre a importância do algodão orgânico,

- Como a arte ancestral do Kintsugi transforma cerâmicas partidas em objetos ainda mais preciosos do que eram anteriormente,

- Pinturas da artista nova-iorquina Katte Geneta feitas com materias vulcânicos para simbolizar a beleza e a fragilidade da natureza,

- Uma crítica ao filme Mon Oncle sobre simplicidade e modernidade,

- A história da youtuber Aileen Xu, a pessoa responsável pelo canal do Youtube Lavendaire,

...e muito mais.

Segredos

Ines Pinto

Comecei a Nevoazul nos primeiros dias da primavera, quando as árvores estavam repletas de cerejas e a minha mente estava perdida em ideias. Agora estou serena, a aproveitar uma sombra num dia de verão, enquanto leio a única cópia existente da Nevoazul. 
É como ter um segredo que estou ansiosa por revelar.

Inês Catarina Pinto

A lua está na capa!

Ines Pinto

Lua nova
Quarto minguante
Lua cheia
Quarto crescente


Em dias raros, dá-se o eclipse lunar, o alinhamento perfeito entre a Lua, o Sol e a Terra, mas nos outros dias, contentamo-nos em apreciar a suave luz refletida no astro, as marés a subir e a descer, o tempo a passar, a mudança a acontecer.

Capa da primeira edição da NEVOAZUL

Capa da primeira edição da NEVOAZUL

No primeiro número da NEVOAZUL celebramos as vantagens da impermanência. Esses instantes rápidos que tornam o permanente passageiro. Os imprevistos que aparecem de surpresa no meio das tão bem planeadas rotinas. Mas quando se abraça aquilo que não se pode prever, descobrimos que é na impermanência que se encontram os deleites mais simples e puros.

NEVOAZUL está quase pronta mas por agora tudo o que podemos partilhar é a capa, um espelho do seu interior.

moon

O início

Ines Pinto

Os dias vêm uns atrás dos outros, como as cerejas que comemos ao longo da amena primavera que alegrou as nossas horas de trabalho. As manhãs depressa se tornavam tarde e a noite não era mais do que a antecipação da madrugada. Entretidos e fascinados com o que nos rodeava, decorámos as paredes brancas da nossa casa e fizemos delas mural para a nossa inspiração. As montanhas sem fim, o design invejado, a escrita de uma velha lenda. Símbolos de um ideal de qualidade a alcançar. 
Os discos giravam no gira-discos sem nunca nos queixarmos de ouvir sempre as mesmas cantigas. Excepto à noite, nas horas do descanso, onde a falsa luminosidade dos computadores deu lugar a conversas sussurradas, livros da Patti Smith e filmes do Godard.
Houve dias em que acordámos às quatro da manhã para filmar o reflexo da lua cheia na água e para estrear a areia da praia antes do início do verão. Houve noites em que se escreveu até às duas da manhã, quando os olhos já pediam descanso mas o entusiasmo exigia trabalho.

A NEVOAZUL já foi Névoa Azul, e apenas Azul. As ideias desenvolviam-se, os nomes mudavam, o conteúdo nascia. O minimalismo perdeu a sua pureza e misturou-se com a arte. O consumo cedeu à literatura e a sustentabilidade à cultura, ao desejo de criar um futuro melhor que o presente.
Cedemos assim ao idealismo e rendemo-nos às artes. Sujámos as mãos de tinta azul e fizemos gravuras do Stonehenge. Desenhámos a superfície da lua numa folha de papel e deixámos os vestígios do carvão preto no chão pela história. Escrevemos sobre técnicas de restauro ancestrais, elogiámos a impermanência e entrevistámos aqueles que encontram equilíbrio no minimalismo e na simplicidade.
Este é o início da NEVOAZUL - uma revista sobre menos e mais. 

 

Pedro Oliveira e Inês Catarina Pinto

Pedro Oliveira e Inês Catarina Pinto

 

 

Névoa matinal

Ines Pinto

Na semana passada acordámos às 5 da manhã para apreciarmos o céu azul acinzentado antes do sol nascer. 

A presença do homem na natureza

Ines Pinto

Da última vez que fomos à praia encontrámos vários pescadores a descansar sob a sombra de um forte. Eles estavam sentados a jogar em redor de uma mesa feita de pedras. Na manhã seguinte, a praia estava vazia e tudo o que restou foram os vestígios da presença do homem na natureza. 
Quantas vezes não se perderá a folha das pontuações numa maré alta. 
Uma lembrança de que os jogos de ontem não fazem os vencedores de hoje. 

A presença do homen na natureza

Gravuras em tons azulados

Ines Pinto

Como parte do nosso trabalho no primeiro número da revista NEVOAZUL, passámos os últimos dias a fazer gravuras em tons azulados.

Começamos por desenhar ao contrário numa cartão metalizado. Com um xizato, cortámos levemente o cartão metálico sem nunca alcançar a parte do cartão. Isto vai permitir ao cartão absorver a tinta. Com restos de tecidos velhos fizemos aquilo a que usualmente se chama uma boneca, que iria servir para cobrir o desenho com tinta através de um movimento circular. O processo de limpeza começou de seguida. Usámos mais alguns desperdícios têxteis para remover a tinta superficial e um farrapo diferente para limpar o desenho em profundidade. Finalmente, para limpar áreas específicas do desenho, usámos um cotonete. Antes do desenho ir para a prensa também é importante limpar os cantos do cartão. Na prensa, marcámos a posição onde deveria ficar o cartão metalizado e o papel onde o desenho será impresso e rodámos a prensa pela primeira vez. Depois da segunda ou terceira gravura, o cartão vai começar a ficar sem tinta. Para conseguirmos fazer mais gravuras devemos aumentar o número de cartões em cima da prensa para exercer mais pressão no cartão metálico. Para fazer ainda mais gravuras deve-se repetir o processo do início. Este é um processo muito simplificado de fazer gravuras visto que o cartão metálico se vai degradar rapidamente.

Mesmo que o desenho seja incrivelmente belo, vamos sempre precisar de fazer outro porque a superfície do desenho, isto é, o cartão metálico, não vai durar para sempre. 

Há algo mais impermanente do que uma gravura? 

NEVOAZUL - Gravura