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Esta edição da Nevoazul surgiu como uma bruma passageira, discreta e observadora, que nos deixou entregues a quem somos e aos mundos que queremos descobrir. Talvez por isso possa parecer estranho que o tema escolhido para este número tenha sido o ruído e as várias formas como ele se manifesta. Nós acreditamos que falar em ruído é mais do que falar no barulho que nos incomoda, ou no som que irrita o nosso ouvido. Mais do que tudo, é a existência de algo à nossa volta que nos tenta distrair. Por vezes, este mar informativo parece que nos emerge, deixando-nos em águas turvas, sem uma bússola para nos orientar. Mais do que um mapa, queremos que esta revista seja uma espécie de icebergue, um aglomerado de gelo, cujo topo, nos permite ver mais além.

Nesta revista vais poder encontrar diversas referências ao cinema, à música e à ilustração que nos fizeram ponderar no significado de ruída e na forma como o podemos contornar.

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CONTEÚDOS

Aguarelas que dançam

Inês Catarina Pinto

Em aguarelas que dançam, linhas de carvão e cerejeiras em flor, desenrola-se uma das mais bonitas histórias do cinema de animação.

 

Por um fio

Natalie Smith

Hoje em dia, conceitos como orgânico, comércio justo ou sustentabilidade são cada vez mais recorrente, mas os seus significados podem ser ambíguos.

 

Diálogo do musical Gigi

Colette

O filme retrata duas gerações diferentes e a forma como cada uma interpreta as relações sociais que as rodeiam.

 

Fazer do ruído música

Entrevista a Julia Holter

O álbum Loud City Song de Julia Holter aborda o ruído, a apatia da vida nas cidades e a maioridade.

 

Excerto do livro Utopia

Thomas More

Escrito em latim em 1514, o livro Utopia retrata uma sociedade idealista mas impossível de alcançar.

 

Perdida num sopro

Joana Rodrigues Silva

Uma pequena exploração do universo de ideias e memórias que surgem com o simples acto de inspirar e expirar.

 

 

 

O azul do invisível

Rodolfo Oliveira

O azul é uma cor tão presente que se nota pouco. Um ensaio sobre o misticismo da cor dos céus e dos mares.

 

A singularidade da artista botânica

Joana Rodrigues Silva

Até que ponto é que a fotografia é a melhor forma de interpretar o real? Entrevista à ilustradora Lila Stansberry.

 

Os Guardiões da Sabedoria

Inês Catarina Pinto

O povo Q'ueros acredita que tudo está vivo, das pedras às montanhas, do rio ao sol. Um pequeno ensaio sobre a vida na nevada cordilheira Vilcanota.

 

Delicadeza em pequenas porções

Joana Rodrigues Silva

Ainda é possível almoçar em paz com o ritmo frenético das cidades? O Namban Kitchen Café espelha de forma peculiar o conceito de slow food.

 

Um elogio à calma

Carl Honoré

Excerto do livro In Praise of Slowness.

 

O bem-estar numa gota

Natália Costa

Um elogia aos óleos essenciais e à cosmética natural.

 

Perdida num sopro

Joana Rodrigues Silva

Uma pequena exploração do universo de ideias e memórias que surgem com o simples acto de inspirar e expirar.