Como acreditamos que a mudança depende do conhecimento que temos sobre o que nos rodeia, nesta edição decidimos dar a palavra àqueles que percorrem o mundo na tentativa de o compreender, e não de o conquistar. Para isso aliámo-nos à agência de viagens aventura Nomad, com quem partilhamos o desejo de criar projetos com um impacto positivo no mundo. Para isso, viajámos até às montanhas Tien Shan e ao deserto de Wadi Rum com o propósito de descobrir o que significa ser nómada no século XXI. Deixamo-nos levar pelas contradições que se vivem nas ruas de Varanasi e aprendemos que a bordo do transiberiano a viagem nos ensina tanto como o país de destino. Dos costumes, às alterações climáticas, as mudanças são uma constante. Enquanto nas ilhas do lago Titicaca a modernidade e o turismo vivem num equilíbrio delicado, a norte do Círculo Polar Ártico, o degelo da Gronelândia ameaça apagar o postal de visita que todos conhecemos. No Médio Oriente, o jornalista Paulo Moura retrata a vida em Mossul, no Iraque, um lugar onde as trivialidades da normalidade têm o caos como pano de fundo. Cenários difíceis de compreender, mas impossíveis de ignorar. Porque viajar também é isso, deixar-mo-nos levar pelo que não faz sentido, pela estranheza cultural e aprendermos a aceitar as diferenças sem cobrarmos julgamentos.